
Meninas:
Podem parar de me encaminhar essas mensagens com velhas piadas sobre os homens.
Quem viu uma, viu todas.
E não acho a menor graça.
Eu, gosto muito dos homens!
Dos meus irmãos, sobrinhos, afilhados, amigos, namorados, ex-namorados, colegas....
Gosto como são, com qualidades e defeitos. Acho mesmo uma graça imensa nas pequenas idiossincrasias masculinas que tanto irritam as que escrevem essas piadas.
Gosto de homens que gostam de mulheres e de homens que gostam de homens.
Gosto e tenho certeza de que os únicos lugares onde os homens são todos iguais são a Declaração dos Direitos Humanos e a Lei.
Cada homem é único. Cada homem é um universo.
Cada homem que amei representou, naquele momento, um pedaço de minha alma masculina, que é quem me faz criar, compreender, conquistar, vencer o dragão para ser mais do que uma donzela em apuros, muito mais.
É isso. Minha alma é homem. Como poderia não gostar?
Vejo – não em vocês, amigas, mas nas autoras dessas piadas – uma grande tristeza, amargura e insatisfação imensas. Se queixam tanto por coisas tão pequenas como um pé de meia fora do lugar, uma toalha... ora, uma toalha!
O que é uma toalha largada diante da alegria e exuberância do desejo masculino?
O olhar de um homem tem o poder de iluminar uma mulher por dentro e faze-la brilhar. Toda mulher sabe como, às vezes, a cantada mais tola, dita por um desconhecido, pode encher de sol um dia escuro.
Essas mulheres tristes, que inventam piadas rancorosas numa vingança boba contra antigas piadas machistas que já não tem razão de ser, difamam seus maridos, seus amantes, seus filhos e seus pais.
A elas eu deixo a pergunta:
Se não gostam dos homens, porque querem tanto ter um?